Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos o pequeno almoço ao meio-dia, discordaríamos quanto a cor dos sofás, penduraríamos as nossas fotos nas paredes, não faríamos a cama diariamente, o frigorífico seria repleto de congelados e ice tea, o armário, de porcarias e atum. Adiaríamos o despertador múltiplas vezes, sentaríamos-nos na sala de pijama e pantufas, tu adormecerias sobre o meu colo enquanto te acariciava o rosto. Dormiríamos com a luz de presença ligada, terias rosas na mesa de cabeceira, a cozinha iria cheirar a torradas queimadas e manteiga e teríamos um cão. Encomendaríamos pizza, fumaríamos um cigarro ao pôr do sol, correríamos à beira-mar de mãos dadas, sairíamos para jantar num dia de chuva e chegaríamos encharcados. A nossa roupa andaria espalhada pela casa, as velas seriam queimadas pelo tempo, cumpriríamos as nossas promessas, seríamos nós contra o mundo. Iríamos ver as estrelas à varanda, beberíamos um chocolate quente em frente da lareira, assistiríamos a um filme de terror debaixo dos cobertores da nossa cama, tomaríamos banho juntos, ouviríamos a mais triste balada ressoar nos corredores vazios, dançaríamos pela madrugada fora, beijaríamos-nos no meio do silêncio. Eu riria sem motivo e tu perguntarias porquê, eu não responderia. Saberíamos. E tu, beijarias-me de novo, enquanto esperavamos pelos nossos 7 $:
sábado, 24 de dezembro de 2011
yey
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos o pequeno almoço ao meio-dia, discordaríamos quanto a cor dos sofás, penduraríamos as nossas fotos nas paredes, não faríamos a cama diariamente, o frigorífico seria repleto de congelados e ice tea, o armário, de porcarias e atum. Adiaríamos o despertador múltiplas vezes, sentaríamos-nos na sala de pijama e pantufas, tu adormecerias sobre o meu colo enquanto te acariciava o rosto. Dormiríamos com a luz de presença ligada, terias rosas na mesa de cabeceira, a cozinha iria cheirar a torradas queimadas e manteiga e teríamos um cão. Encomendaríamos pizza, fumaríamos um cigarro ao pôr do sol, correríamos à beira-mar de mãos dadas, sairíamos para jantar num dia de chuva e chegaríamos encharcados. A nossa roupa andaria espalhada pela casa, as velas seriam queimadas pelo tempo, cumpriríamos as nossas promessas, seríamos nós contra o mundo. Iríamos ver as estrelas à varanda, beberíamos um chocolate quente em frente da lareira, assistiríamos a um filme de terror debaixo dos cobertores da nossa cama, tomaríamos banho juntos, ouviríamos a mais triste balada ressoar nos corredores vazios, dançaríamos pela madrugada fora, beijaríamos-nos no meio do silêncio. Eu riria sem motivo e tu perguntarias porquê, eu não responderia. Saberíamos. E tu, beijarias-me de novo, enquanto esperavamos pelos nossos 7 $: